Imagem da Semana – Malas e Panelas

maio 10, 2013 em Amigos, Cruzeiros, Fotografia, França, Imagem da semana, Sobre

Hoje pela manhã abrimos o email e encontramos notícias e fotos da Tia Marisa, que está fazendo uma viagem fantástica! Está navegando pelos canais da Alsácia Lorena em um barquinho só para ela e para o maridão – um cruzeiro particular.

E olha só a foto que ela mandou. Não tinha como deixar guardada no email.

malasepanelas

Malas e Panelas!

E aqui a remetente da foto e seu barquinho.

marisa

Um beijão Tia! Adoramos as fotos. Depois vamos querer um relato detalhado :)

ad guia 600x90_2

Imagem da semana – De onde vem o marshmallow

março 22, 2013 em Amigos, Chile, Imagem da semana

De acordo com nossos amigos Marcelo e Susana, o marshmallow não é feito, mas sim colhido de plantações próximas ao vulcão Osorno, no Chile. Devido ao grande tamanho, é depois processado e embalado, respeitando o formato original :)

marshmalow fields

Eles têm ou não têm razão?


No estômago do navio – por Marisa Martins Hädrich

agosto 28, 2012 em Amigos, Cruzeiros

O texto de hoje não é nosso, mas está sendo publicado com autorização! Quem visitou a cozinha do navio Norwegian Jewel em uma travessia do Canal do Panamá foi a senhora Marisa Martins Hädrich, a quem temos o privilégio familiarmente constituído de chamar por Tia Marisa.  E, desculpem pelo trocadilho, ela não é marinheira de primeira viagem. Longe disso. Já percorreu quase todo o mundo e fez vários roteiros de navio. E tem mais. Já publicou um livro – Diário Sobre Trilhos (Editora Alcance, 1998) com as andanças pela Europa, toda semana tem crônicas publicadas pelos jornais O Informativo e Agora, de Lajeado e Rio Grande respectivamente, além da revista MotorHome a cada dois meses. Uma inspiração e tanto, para as viagens e para escrever!

Obrigado Tia!

NO ESTÔMAGO DO NAVIO

Quem não deseja conhecer as entranhas de grande navio de cruzeiro? O disponível aos passageiros – teatro, restaurantes, cassino e mais – levam a interrogações sobre os meandros que não se veem.

Onde dormirão centenas de tripulantes e oficiais? Onde estarão os tanques com água para milhares de pessoas? E os equipamentos para lavar e passar a enorme quantidade de roupas de cama, banho e mesa?

A resposta às perguntas parece chegar. Elegante carta do capitão convida para visita, com poucos participantes, aos misteriosos recônditos da cidade navegante.

Vibração. Chega o dia. Pequeno grupo recebe instruções. A maior curiosidade é desvendar o coração do navio: máquinas, motores, turbinas, geradores. Tudo que o impulsiona.

Decepção. O coração é protegido. Proibido chegar perto dele. Questões de segurança. Em compensação, o estômago, as cozinhas – The Galley – é exposto para dissecação.

Não são meras cozinhas. São fábricas de comida, dirigidas por um chef. Restaurantes especializados em comida francesa, italiana, oriental, grill têm suas “fabriquetas”. Olalá, e uma churrascaria brasileira. Espeto corrido. Com carnes assadas no forno elétrico e, depois, espetadas para servir. Fogo é proibido a bordo.

Tudo é superlativo. Nove mil refeições são preparadas por dia, para cerca de três mil passageiros. Os tripulantes contam com cozinha própria.Há setores de entradas, saladas, sanduíches e canapés; alimentos quentes para almoço e jantar; idem, para café da manhã e lanches; padaria/confeitaria 24 horas; sobremesas; cafés e sucos.

O setor de sopas surpreende. Na de cebola, em panelão de mais de cem litros, foi jogado queijo inteiro de uns dez quilos, no caldo fervente. Assim é fácil cozinhar bem.

Os pratos, incrivelmente iguais, são decorados a partir de cartazes fotográficos. E as sobras? Todas trituradas e lançadas em alto mar. Alimentos aproveitáveis são guardados em grandes geladeiras esterilizadas. O lixo seco é reciclado, compactado e descarregado em terra.

Nos navios modernos, toda a água utilizada, obtida através da dessalinização de água do mar, distingue-se pela pureza. É processo caro, mas que garante tranquilidade com a saúde de bordo.

A lista de compras para uma semana inclui, entre outros itens: 5.000 quilos de carne vermelha; 4.000 de frutos do mar; 4.500 de frango; 3.000 de arroz; 11.500 de frutas frescas; 11.500 de vegetais; 5.000 litros de leite; 5.000 de sorvetes; 6.000 dúzias de ovos. Toda compra é coordenada pelo chefe da cozinha e corresponde ao ranchinho para cerca de quatro mil pessoas.

Saí do estômago do navio com o meu satisfeito. Não, não degustei nada. Só de olhar a orgia culinária, fartei-me. E me senti uns dois quilos psicológicos mais gorda.

P.S: Para chocólatras, preparavam bufê, com duzentos quilos da gostosura. Seria servido à noite. Nem compareci. Mas me deliciei no de sorvetes.

Quando fizermos uma viagem em navio, é certo que vamos tentar o possível para ser parte desse tour.

Fotos: Arquivo pessoal de Marisa Martins Hädrich

Dicas do Malas e Panelas no 1001 Roteirinhos

agosto 7, 2012 em Amigos, Brasil, Feriado, Museus, Parques/Praças, Passeios de um dia, Porto Alegre, Restaurantes, Rio Grande do Sul, Utilidades, Viajando com crianças

Há alguns dias a Eliane do 1001 Roteirinhos nos convidou para participar da série 5 Mais, pedindo que déssemos nossas 5 dicas de passeios imperdíveis em Porto Alegre com crianças.

Foi um prazer elaborar a lista, pois lembramos de passeios maravilhosos e revisitamos alguns lugares para fazer umas fotos legais!

http://1001roteirinhos.com.br/2012/08/as-5-mais-porto-alegre/

 

As outras quatro estão lá no 1001 Roteirinhos ;) É só clicar aqui para conferir.

Eliane, mais uma vez, obrigado pelo convite!

 

Londres – impressões sobre a comida e os Pubs, pelos amigos Susana e Marcelo

julho 26, 2012 em Amigos, Bebidas, Londres, Restaurantes, Utilidades

Londres é uma grande falha no nosso currículo. Estamos tão cientes disso que alguns meses atrás quase emitimos passagens com milhas para lá, sem ter qualquer tipo de planejamento prévio, loucura total. Mas a razão falou mais alto. Na verdade ela teve que gritar muito para ser ouvida.

Mas graças aos nossos queridos amigos Susana e Marcelo, nossa lacuna sobre Londres ficou um pouco menor. Eles passaram dias ótimos por lá e mal voltaram já nos convidaram para ver as fotos e falar sobre a viagem (que também teve Paris e um tour até o sul da França) e nós tivemos a cara de pau de pedir que fizessem alguns posts sobre a viagem para publicar aqui. E não é que eles aceitaram?

Então vamos ver o que eles têm a dizer. Nesse primeiro post a Susana vai falar sobre as impressões deles sobre a gastronomia inglesa e os Pubs.

London London

Há algumas poucas semanas atrás, meu marido e eu voltamos da maravilhosa Londres. Assim como os autores do Malas e Panelas, nós também adoramos viajar e comer bem. Bem, Londres é um lugar excelente para tudo isso, pois é linda e se pode comer muito bem todos os tipos de comida do mundo… no entanto, a sua própria, não é nenhum primor, eu diria. Um dia desses, eu ouvi alguém brincando, perguntando qual é o menor livro do mundo. A resposta é: o Manual de Gastronomia Inglesa.

Entretanto, nós encontramos alguns itens que realmente achamos surpreendentes. A primeira delas foi o English Breakfast, o qual, na verdade, nós apreciamos algumas vezes no fim da manhã, já servindo de almoço, devido à “leveza” deste. Trata-se de um prato enorme contendo um ou dois ovos fritos, bacon (super delicioso, bem carnudo, diferente dos que conhecemos), sausages (um tipo de salsicha / linguiça bem específico deles), os deliciosos baked beans (feijão branco adocicado, levemente avinagrado, com molho de tomate, huummm…), torradas amanteigadas, cogumelos e uma saladinha (ha, ha, ha, essa é boa…) que varia de lugar para lugar. Isso tudo acompanhado de café com leite, chá ou suco de laranja. Sinceramente, viramos fãs.

Depois, eu poderia citar, obviamente, o prato mais afamado dos ingleses, Fish & Chips, que como o nome já diz, é peixe frito e batatas fritas, às vezes com purê de ervilhas. Legal, mas é peixe e batata, alguma novidade? Esse prato é legal de saborear mesmo nos Pubs.

Bom, Pubs, esse é o ponto…

Ai, os Pubs… cervejas… esses ingleses sabem das coisas. Os Pubs são uma instituição na Inglaterra e possuem muitas peculiaridades. Por exemplo, ficamos com a sensação de que os ingleses “dormem com as galinhas”, pois às 22h, os Pubs fecham. Nesse horário, os remanescentes pegam uns dois “pints” (copo padrão equivalente à 568ml) e vão para a calçada. Ao terminarem, deixam seus copos vazios direitinho, apoiados na janela do estabelecimento. Outra coisa interessante é que nos Pubs, você não é atendido, pode-se chegar a mofar numa mesa se não for até o balcão pegar e  pagar o caneco. Podem-se pedir as comidinhas no balcão e já pagar na hora, isso sim eles levam até a mesa.

Ficamos muito felizes ao provar as cervejas inglesas como a Pale Ale e Red Ale e perceber que aqui em Porto Alegre, onde moramos, temos cervejarias especializadas nas quais suas cervejas não ficam devendo nada para as cervejas inglesas. Eu diria que produzem com a mesma qualidade. Oba!!!!

Se você for à magnífica “London”, não esqueça de se afundar em um Pub e pedir vários “pints”. Depois de uns três destes de uma boa Red Ale, você já vai estar achando que a culinária deles é a melhor e mais criativa do mundo. Mas não esqueça, vá pelas 18 horas.

Obrigado Susana e Marcelo! Só algumas considerações. Pode ser apenas peixe e batata, sem novidades, mas são em Londres, né? ;) E sobre ir pelas 18 horas, é para dar tempo de aproveitar bem. Como eles foram no final de maio para lá, os dias já estavam começando a ficar longos e nos contaram que mais de uma vez quando se deram conta do horário pelo anoitecer, já era tarde demais.

__________

Fotos: arquivo pessoal Susana e Marcelo