• Pular para navegação primária
  • Skip to main content
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
Malas e Panelas
  • Início
  • Quem somos
    • Nossa História
    • Direitos Autorais
    • Política de Privacidade
    • Contato
  • Receitas
  • Destinos
  • ebooks
    • Brownies e Blondies
    • 50 Clássicos Americanos
    • Dicionário de termos culinários
    • American Breakfast
  • Índice
menu icon
go to homepage
search icon
Homepage link
  • Quem somos
  • Receitas
  • Destinos
  • Direitos Autorais
    • Facebook
    • Instagram
    • Pinterest
    • Twitter
    • YouTube
  • ×
    Viagem » Cruzeiros » No estômago do navio - por Marisa Martins Hädrich

    No estômago do navio - por Marisa Martins Hädrich

    Publicado em 28/08/2012 por Malas e Panelas | Atualizado em 27/07/2020 | 2 Comentários

    O texto de hoje não é nosso, mas está sendo publicado com autorização! Quem visitou a cozinha do navio Norwegian Jewel em uma travessia do Canal do Panamá foi a senhora Marisa Martins Hädrich, a quem temos o privilégio familiarmente constituído de chamar por Tia Marisa.  E, desculpem pelo trocadilho, ela não é marinheira de primeira viagem. Longe disso. Já percorreu quase todo o mundo e fez vários roteiros de navio. E tem mais. Já publicou um livro - Diário Sobre Trilhos (Editora Alcance, 1998) com as andanças pela Europa, toda semana tem crônicas publicadas pelos jornais O Informativo e Agora, de Lajeado e Rio Grande respectivamente, além da revista MotorHome a cada dois meses. Uma inspiração e tanto, para as viagens e para escrever!

    Obrigado Tia!

    NO ESTÔMAGO DO NAVIO

    Quem não deseja conhecer as entranhas de grande navio de cruzeiro? O disponível aos passageiros – teatro, restaurantes, cassino e mais – levam a interrogações sobre os meandros que não se veem.

    Onde dormirão centenas de tripulantes e oficiais? Onde estarão os tanques com água para milhares de pessoas? E os equipamentos para lavar e passar a enorme quantidade de roupas de cama, banho e mesa?

    A resposta às perguntas parece chegar. Elegante carta do capitão convida para visita, com poucos participantes, aos misteriosos recônditos da cidade navegante.

    Vibração. Chega o dia. Pequeno grupo recebe instruções. A maior curiosidade é desvendar o coração do navio: máquinas, motores, turbinas, geradores. Tudo que o impulsiona.

    Decepção. O coração é protegido. Proibido chegar perto dele. Questões de segurança. Em compensação, o estômago, as cozinhas – The Galley - é exposto para dissecação.

    Não são meras cozinhas. São fábricas de comida, dirigidas por um chef. Restaurantes especializados em comida francesa, italiana, oriental, grill têm suas “fabriquetas”. Olalá, e uma churrascaria brasileira. Espeto corrido. Com carnes assadas no forno elétrico e, depois, espetadas para servir. Fogo é proibido a bordo.

    Tudo é superlativo. Nove mil refeições são preparadas por dia, para cerca de três mil passageiros. Os tripulantes contam com cozinha própria.Há setores de entradas, saladas, sanduíches e canapés; alimentos quentes para almoço e jantar; idem, para café da manhã e lanches; padaria/confeitaria 24 horas; sobremesas; cafés e sucos.

    O setor de sopas surpreende. Na de cebola, em panelão de mais de cem litros, foi jogado queijo inteiro de uns dez quilos, no caldo fervente. Assim é fácil cozinhar bem.

    Os pratos, incrivelmente iguais, são decorados a partir de cartazes fotográficos. E as sobras? Todas trituradas e lançadas em alto mar. Alimentos aproveitáveis são guardados em grandes geladeiras esterilizadas. O lixo seco é reciclado, compactado e descarregado em terra.

    Nos navios modernos, toda a água utilizada, obtida através da dessalinização de água do mar, distingue-se pela pureza. É processo caro, mas que garante tranquilidade com a saúde de bordo.

    A lista de compras para uma semana inclui, entre outros itens: 5.000 quilos de carne vermelha; 4.000 de frutos do mar; 4.500 de frango; 3.000 de arroz; 11.500 de frutas frescas; 11.500 de vegetais; 5.000 litros de leite; 5.000 de sorvetes; 6.000 dúzias de ovos. Toda compra é coordenada pelo chefe da cozinha e corresponde ao ranchinho para cerca de quatro mil pessoas.

    Saí do estômago do navio com o meu satisfeito. Não, não degustei nada. Só de olhar a orgia culinária, fartei-me. E me senti uns dois quilos psicológicos mais gorda.

    P.S: Para chocólatras, preparavam bufê, com duzentos quilos da gostosura. Seria servido à noite. Nem compareci. Mas me deliciei no de sorvetes.

    Quando fizermos uma viagem em navio, é certo que vamos tentar o possível para ser parte desse tour.

    Fotos: Arquivo pessoal de Marisa Martins Hädrich

    « Receita de prato Indiano/Balti
    Fotografia de comida »

    Receba novos posts por email

    * obrigatório

    Reader Interactions

    Comentários

    1. Marisa Martins Hadrich

      agosto 28, 2012 at 2:34 pm

      Obrigada, queridos sobrinhos. Fizeram linda composição texto-fotos. Foi um orgulho participar desse blog inteligente e competente, como vocês.

      Responder
      • Malas e Panelas

        agosto 28, 2012 at 9:04 pm

        Somos nós que devemos agradecer!

        Responder

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Avaliação




    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

    Sidebar primária

    • Facebook
    • Instagram
    • Pinterest
    • Twitter
    • YouTube
    reservas de hotel no booking Hotéis que recomendamos

    Footer

    Texto, fotografia e food styling: Malas e Panelas
    © Todos os direitos reservados
    Os textos e fotografias deste blog estão protegidos pela Lei 9.610, de 19/02/1998. Desta forma, é proibida a reprodução e distribuição dos textos e/ou fotografias de propriedade dos autores, com ou sem fins lucrativos, em qualquer meio, sem autorização prévia. Mais informações.

    Política de Privacidade

    Malas e Panelas - Todos os direitos reservados 2012-2024