Iogurte caseiro

Ou é sinal de que estou ficando velho (Luciano escrevendo), ou é o instinto de passar conhecimento adiante, mas ultimamente comecei a lembrar de coisas de quando eu era criança.

E a quantidade de iogurte que usamos aqui em casa nesse verão passado, principalmente em smoothies, me fez lembrar da minha mãe fazendo-o em casa. Nunca prestei muita atenção na produção, mas ela aquecia o leite, provava para ver se estava na temperatura certa, colocava um pouco de iogurte naquele leite aquecido, transferia para vidros de conserva e colocava em uma panela tampada com água morna. Sempre fazia isso à noite, até porque trabalhando fora, era quando ela podia fazer. E a mágica se repetia todas as manhãs após aquele ritual. Nos potes que antes guardavam leite, havia iogurte.

Lembro também de não entender muito bem como aquilo tudo funcionava, mas que ficava bom! Era diferente do iogurte comprado, mais líquido, dava até para beber – eu adorava misturar com achocolatado em pó!

Depois de crescido, mas ainda antes de ser pai, pedi direitinho pra mãe me ensinar a fazer. Talvez por preguiça não faça mais seguido, pois é facílimo. Até a Isabella ajuda na função.

Como nós fazemos:

1. Aquecemos um litro de leite tipo C (o de saquinho, mas funciona também com o de caixinha) até 40ºC – sem termômetro? Não tem problema. A temperatura certa é quando ao toque da mão parecer quente, mas levemente morno ao experimentar nos lábios.

2. Misturamos um pote de iogurte natural comprado (o consistência firme é melhor), colocamos em vidros bem limpos e fechamos.

3. Pode ser de duas três formas: (opção 1) colocamos esses vidros quase submersos em uma panela com água morna também  a 40ºC ou (opção 2) em uma sacola térmica e, ao lado, uma caneca com água fervendo. Tampamos a panela ou fechamos a sacola térmica e deixamos por pelo menos seis horas (opção 3) aquecemos o forno a uma temperatura bem baixa, por uns 5 minutos, desligamos e colocamos os vidros com a mistura de iogurte sobre uma forma e deixamos lá até a manhã seguinte.

Geralmente fazemos à noite, pois assim fica meio como manhã de Natal. Ao chegamos na cozinha no outro dia tem uma surpresa nos esperando! E a espera é menos tediosa também!

E para ficar mais espesso? É só deixar coando, na geladeira, sobre um pano de prato bem limpo em uma peneira ou escorredor de massa. Quanto mais tempo deixar, mais firme – e com sabor mais intenso vai ficar, é o iogurte grego (greek yogurt). Mesmo não coado, é só guardar na geladeira – dura até uns 10 dias se o vidro ficar fechado. Depois de aberto, no máximo três dias.

Fica ótimo puro, com achocolatado, com um pouco de açúcar de baunilha, com aveia e frutas como esse aqui ou em smoothies.

Vale lembrar que o envolvimento das crianças na preparação do que irão consumir aumenta a aceitação do produto final, conhecem de onde vem os alimentos que consumimos, que é possível de se fazer em casa e que não é tudo que precisa vir do supermercado, além de ser uma forma de mostrar, também, como as coisas eram (bem) antigamente – uma viagem no tempo :)

Espero que a Isabella lembre desses momentos e busque resgatá-los no futuro.

E vocês, têm alguma lembrança de infância que gostam de reviver com os seus pequenos?

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